Introdução: A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) representa um desafio terapêutico devido à limitada eficácia de tratamentos convencionais. Os antagonistas do receptor de mineralocorticoides (ARMs), como a espironolactona, demonstraram benefícios modestos na redução de hospitalizações. Recentemente, novos ARMs seletivos, como a finerenona, têm sido investigados por seu potencial em melhorar desfechos clínicos com menor incidência de efeitos adversos. Objetivo: Avaliar a eficácia dos novos antagonistas do receptor de mineralocorticoides no manejo de pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, considerando desfechos clínicos, qualidade de vida e segurança. Métodos: Foi conduzida uma revisão integrativa em bases de dados como PubMed, Scopus e Embase, abrangendo estudos publicados entre 2015 e 2024. Os descritores utilizados foram "insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada", "antagonistas do receptor de mineralocorticoides" e "finerenona". Após análise de 164 artigos, 38 estudos preencheram os critérios de inclusão, abrangendo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e metanálises. Resultados: Os novos ARMs, especialmente a finerenona, mostraram eficácia na redução de marcadores inflamatórios e fibróticos, resultando em melhorias significativas na função diastólica e na qualidade de vida dos pacientes. Em comparação com os ARMs tradicionais, apresentaram menor incidência de hipercalemia e disfunção renal. Estudos clínicos de grande escala, como o FINEARTS-HF, evidenciaram redução de hospitalizações por insuficiência cardíaca e estabilidade hemodinâmica em pacientes tratados com finerenona. Os novos ARMs representam uma alternativa promissora para o manejo da ICFEP, especialmente em pacientes com alto risco de complicações renais e desequilíbrios eletrolíticos. Conclusão: Os novos antagonistas do receptor de mineralocorticoides, como a finerenona, mostram-se eficazes e seguros no tratamento da ICFEP, contribuindo para a melhoria dos desfechos clínicos e qualidade de vida dos pacientes. Estudos futuros devem explorar seu uso em subgrupos específicos e seu papel combinado com outras terapias inovadoras.
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